O estudo do meio no GB é construído a partir do protagonismo dos estudantes, que são convocados a construir um saber autoral através da interpretação de indícios. Cada Estudo estrutura-se a partir de um eixo norteador que conduz o trabalho em campo. Os Estudos proporcionam uma vivência aprofundada do conhecimento e permitem uma transformação do estudante por meio da consolidação da autonomia.

Estudos do Meio

Acampamento 

Consta em nosso programa viagens para diversos Acampamentos com os alunos do Ensino Fundamental I. Tais saídas são fundamentais, pois representam momentos de alta elaboração para o aluno, momentos em que os desejos e sonhos se aguçam e reforçam atitudes positivas em relação ao conhecimento, à escola, aos professores e aos colegas.


A saída é estruturada a partir dos seguintes objetivos:

  • Promover a integração grupal em ambiente social diferenciado daqueles vivenciados na escola;

  • Enfrentar desafios, através de estratégias planejadas;

  • Estimular a busca da “autonomia”;

  • Observar situações diferentes daquelas da sala de aula, com relação aos procedimentos do aluno e autonomia esperada para sua idade.

 

Bairro do Butantã

O estudo é realizado pelos alunos do 3° ano do Ensino Fundamental I, que,

acompanhados dos professores, fazem visitas aos pontos importantes de formação do Butantã, bairro no qual se localiza nossa escola.

A primeira parada é realizada no Instituto Butantan, um dos maiores centros de pesquisa biomédica do mundo. Em seguida, sob orientação do professor de artes, o passeio segue para o MAC (Museu de Arte Contemporânea- USP). Em seguida, percorremos de ônibus os principais pontos do bairro, previamente estudados em sala de aula. Finalizamos o

trabalho com uma proposta de desenho de observação na Praça Zaphira Vieira Leite.

 

Barra Bonita

O estudo do 6º ano quer proporcionar aos alunos uma nova visão sobre o Rio Tietê, refletindo a respeito de sua interferência, na economia, no meio ambiente e nas atividades de ocupação da cidade. Através dessa vivência, os alunos são estimulados a construir novas perspectivas sobre o rio que atravessa o Estado, percebendo que, apesar de encontrar-se poluído na capital, apresenta-se como um rio vivo na cidade de Barra Bonita, capaz de gerar nos alunos uma relação de proximidade.

 

Brasília

O Estudo do Meio em Brasília, voltado para o 3º EM, configura-se como um encerramento do ciclo escolar.  Nesse estudo, os alunos realizam uma imersão nas reflexões sobre política e cidadania que orientaram todo o seu percurso no GB, a fim de se indagarem acerca do país em que vivem, em suas tensões e complexidades. A reflexão em Brasília é guiada pelas disciplinas Sociologia e Filosofia, além de enfatizarmos a arquitetura e a política – questões centrais para a compreensão da cidade.

Um aspecto central desse estudo é a construção do espaço urbano e o papel simbólico ocupado pela capital brasileira, 

que representa o poder do Brasil, mas não espelha o país. Lúcio Costa, Oscar Niemeyer e Burle Marx conceberam a cidade para ser um espaço voltado para as áreas públicas, contudo há diferenças sensíveis entre o projeto original da capital e sua atual configuração. Essas tensões vivenciadas na arquitetura e no urbanismo  direcionam uma reflexão sobre a restrição da convivência entre os habitantes do plano piloto e das cidades-satélite.

A visita aos três maiores centros de poder político do país – Supremo Tribunal Federal, Congresso e Palácio do Planalto – tem um peso simbólico ímpar para refletirmos sobre o Brasil que somos em contraste com o Brasil que sonhamos ser. Nesse espaço podemos pensar sobre o quão distantes estão as instituições democráticas do povo que elas deveriam representar, tanto fisicamente quanto metaforicamente.

A história de Brasília e a trajetória dos Candangos também são exploradas na visita ao Catetinho - espaço de base para a construção da capital e palácio político de JK. Encerrando as profundas reflexões sobre urbanismo e política, visitamos a UNB, Universidade fundada por Darcy Ribeiro que cumpre uma função política importante na história do país.

 

No 4º Ano, um dos assuntos abordados é a Fundação e desenvolvimento da Cidade de São Paulo, considerando seu surgimento, a sua base econômica e seu processo de industrialização. Para sensibilizar os alunos e concluir as discussões sobre o tema, realizamos o Estudo do Meio para o Centro da Cidade de São Paulo, tendo como objetivo principal reconhecer os marcos históricos que durante o semestre remeteram a alguns fatos importantes da história da cidade.

               

Esse Estudo do Meio é realizado com a participação dos pais, com a intenção de promover a integração dos pais e dos alunos e propiciar a interação da família com o trabalho desenvolvido na escolar. Além disso, essa configuração possibilita a intervenção dos pais no estudo, no que concerne a sua própria memória e vivência dos espaços antigos e atuais da cidade.

Centro de São Paulo

 

Cidades históricas 

Realizado pelos alunos do 1° ano do Ensino Médio, esse estudo tem como objetivo explorar as relações entre trabalho, produção de riqueza e formação das cidades, a partir de um olhar que ressignifica o passado. Ao longo das investigações nas cidades de Congonhas, Ouro Preto e Mariana, observamos não apenas as marcas do passado, mas, sobretudo, as situações de permanência de certos valores relacionados aos temas da pesquisa de campo.

Esse estudo tem uma forte marca de sensibilização acerca do período escravocrata, resgatando parte das discussões postas no Vale do Paraíba. Além disso, refletimos sobre as condições de trabalho dos garimpeiros, sobre o papel da religiosidade na época colonial, sobre o arcadismo e sobre o barroco mineiro.

 

Ilha do Cardoso

Centrado na área de Ciências da Natureza, o estudo realizado pelos alunos do 2° ano do Ensino Médio tem como objetivo investigar a biodiversidade da região, por meio de técnicas de registro, análise e sistematização de dados. A primeira parade é na cidade de Cananeia, que disputa com Porto Seguro o título de primeira cidade do Brasil. Ali os alunos entram em contato com a história da região por meio de uma visita ao centro histórico e de uma discussão sobre os primeiros habitantes da cidades, os Sambaquis.

Em seguida, os alunos se dirigem de barco até a Ilha do Cardoso, em que realizam um processo de imersão no 

ambiente. Na ilha os alunos fazem vivências na mata, utilizam aparelhos para a medição de biofatores, observam algas bioluminecentes, e, distantes da poluição luminosa, podem observar um céu encantador.

O foco do estudo é a compreensão de diversos biomas: mata atlântica, restinga, costão rochoso e mangue, de modo que os alunos aprendam sobre suas diferentes características no que concerne ao solo, à flora, à fauna, à temperatura e aos dados físico-químicos de cada ambiente – que justificam o porquê de cada bioma se estabelecer em determinado local.

Outro momento importante é a visita ao Porto de Paranaguá, em que os alunos observam como o lixo de diversas partes do mundo conflui para essa porção de habitat marinho. Ainda visitamos o Quilombo do Mandira, uma reserve extrativista e berçario das ostras, em que entramos em contato com a consciência ecológica da população e com sua identidade histórico-cultural. Nesse estudo, nossos alunos podem conhecer maneiras que as comunidades locais, com o auxílio de cientistas, encontraram para uma convivência sustentável com o ambiente

 

Intervales

Voltado para os alunos do 8° ano do Ensino Fundamental o estudo para o Parque Estadual de Intervales abrange as áreas de Linguagem, Ciências, Geografia e Educação Física. O Estudo do Meio tem como eixo central o tema: “Natureza e Cultura podem conviver?” e desafia os alunos para uma vivência aprofundada do espaço. A discussão que embasa as atividades é investigar se recortar a natureza dentro de um parque dá conta da complexa relação homem-natureza e se este convívio pode ser saudável para os dois polos.

As reflexões são construídas a partir da observação do ambiente do parque, dos trechos de trilhas e da formação do relevo, visando a 

aprofundar o conhecimento dos alunos sobre a fauna, a flora e os habitats. Trata-se de um estudo com importantes desafios físicos para alunos habituados ao espaço urbano, tal dificuldade de se locomover em trilhas, grutas e cavernas orienta parte dos debates. Um outro elemento que compõe o estudo é compreensão da cultura popular por meio de entrevistas que enfatizam a relação com a alteridade e o respeito às diversidades linguísticas.

 

Pico do Jaraguá

O Estudo do Meio para o Pico do Jaraguá é realizado com o grupo do 5° ano e tem como objetivo proporcionar uma discussão sobre a época da conquista do espaço brasileiro. O trabalho busca resgatar as sensações próximas às dos cronistas do séc. XII, estimulando o aluno a registrar de diversas maneiras o espaço desconhecido (iconograficamente, por meio de gravações descritivas, de filmagens e de descrições escritas) obtendo como produto final a produção de textos descritivos verbais e não-verbais.

Além disso, ao longo do percurso os alunos realizam atividades na área de educação física, como medir a frequência cardíaca ao subir o morro, por exemplo, e exploram a história e paisagem do Parque Estadual do Jaraguá.

 

Santos e Paranapiacaba

O Estudo do Meio, voltado para os alunos do 7° ano, é realizado nas cidades de São Paulo, Rio Grande da Serra, Paranapiacaba e Santos. A discussão levantada pelos professores nesse estudo questiona a capacidade do homem de dominar a natureza, e o seu modo de lidar com as interferências naturais ao longo de sua existência. Para tanto, investigamos o tema: “Limites e Demandas da Ocupação no Eixo Santos-Paranapiacaba”.

Alguns assuntos abordados ao longo do trabalho são a expansão

do café em São Paulo, a estruturação da malha ferroviária interior-litoral,

a implantação da industrialização no Brasil e a subordinação do país ao

capital estrangeiro no século XIX. Como encerramento do estudo, a fim

de vivenciarem a atmosfera do período, os alunos participam de um Chá

Histórico, em que utilizam um traje formal à moda antiga.

 

Vale do Paraíba

Este estudo procura retomar a memória cultural da região das cidades mortas do Vale do Paraíba - Bananal, Silveiras São José do Barreiro e Areias-  por meio do contato dos alunos do 9° ano com a arquitetura e culinária locais.

O estudo tem como eixo central a compreensão do espaço socioeconômico e cultural por meio da leitura dos indícios de ocupação humana presentes nas cidades as serem exploradas.  Uma discussão central do estudo é pautada pelo tema “Memória: Um bem coletivo”, que resgata o nosso papel como herdeiros do sistema escravocrata e sensibiliza os alunos acerca da importância da macro-história e da micro-história na construção da identidade cultural e social do país.

 

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