Feira de Ciências

    Há mais de vinte anos o Colégio Giordano Bruno mantém em seu programa pedagógico um projeto de introdução à pesquisa científica que se inicia no 6o Ano do Ensino Fundamental e se estende até o 3o ano do Ensino Médio. Em sua concepção, a investigação, a experimentação e o debate interdisciplinares são estimulados nas vertentes teóricas e/ou práticas, visando despertar o interesse pelas ciências e a análise crítica sobre o conhecimento produzido, no que tange aos aspectos sociais, subjetivos, econômicos e políticos.

     A cada ano a Feira elege um tema que é discutido entre alunos, professores e demais membros da comunidade escolar, ao longo de todo período letivo. Em grupo ou individualmente, de acordo com o programa do ano cursado pelo aluno, o desejo de cada estudante é acolhido por um professor do Colégio que orienta todo o percurso da pesquisa. Os trabalhos, portanto, são resultantes dos anseios comuns e de mais uma forma possível de encontro no processo de ensino-aprendizagem.

    O percurso das pesquisas exige de cada um a sustentação do desejo e o diálogo com o outro, resultando em trabalhos autorais que revelam a apropriação das diversidades discursivas, engendrada na intertextualidade. Mais do que a apresentação de meros trabalhos, os alunos do Giordano Bruno mostram um modo de estar no mundo e de lê-lo de forma ativa! Nossos alunos experimentam o exercício de aproximação, uso, reflexão, ressignificação e cotejamento entre os vários modos como a linguagem se estrutura e se articulam em cada um dos gêneros discursivos estabelecidos histórica e culturalmente. Essa destreza permite a criação de um olhar crítico, construtivo e colaborativo, que dá subsídio ao saber e às ações; transforma-se na condição de  ter voz ativa e de buscar o equilíbrio entre o próprio desejo e as demandas que se originam na sociedade. 

     No momento em que assistimos à extinção do Conselho Nacional de Educação (CNE) e a reformulação do Ensino Médio sem a participação da sociedade civil, vemos ameaçada também a possibilidade de ampla formação dos nossos jovens, com a subtração e/ou subestimação de matérias tão caras à humanização pelo conhecimento amplo e democrático. Consideramos que educar é formar um sujeito complexo, autônomo, crítico e autor de seu conhecimento e de sua própria história.

    Nossa Feira assim se constitui como resistência de uma comunidade que preza e luta pela formação integral e todos os trabalhos apresentados exigem dos alunos empenho, disciplina, maturidade, diálogo e criticidade sobre suas ações e interesses, fomentando discussões necessárias e atuais à sociedade e, principalmente, à juventude como um todo.

    São, em média, 76 projetos desenvolvidos anualmente que se encontram num grande evento ao final do mês de setembro. A interlocução com outros projetos de pré-iniciação científica, garantindo um intercâmbio entre o que dialogamos na escola e o universo da pesquisa, ocorre através da participação em Feiras Externas de caráter estadual, nacional e mundial.

Partindo das estratégias de elaboração de um problema, estabelecendo objetivos e hipóteses, norteamos a curiosidade e a pesquisa de nossos alunos. São ferramentas comumente empregadas: 

  • Diário de Bordo;

  • Leitura e fichamento de textos;

  • Pesquisa de campo e/ou experimental

  • Divulgação dos resultados (elaboração de relatório escrito e apresentação oral com suporte).

Projetos seriados:

6º EF1: Introdução à Pesquisa Científica

Nesta matéria, em um primeiro momento, os alunos são apresentados ao método científico (observação, levantamento de perguntas, elaboração de hipóteses, previsão e experimentação) e praticam essa nova forma de lógica com algumas observações de curta duração, em que as hipóteses para sua explicação podem ser testadas imediatamente.

Posteriormente são apresentados a um animal ou vegetal - modelo. De início, eles aproximam-se da metodologia laboratorial para a manipulação, aprendendo a importância do rigor metodológico e, ao mesmo tempo, a importância do registro do método empregado, tanto para o progresso da ciência quanto para referência deles mesmos como pesquisadores.

No próximo momento, são estimulados a seguirem o percurso aprendido anteriormente de gerarem, através da observação, questionamentos e, a partir destes questionamentos, elaborarem hipóteses. Neste momento, escolhemos um subconjunto dessas questões para que os alunos como turma desenvolvam alguma ideia de experimentação. Divididos em grupos, eles realizam essa experimentação, somando seus dados para analisá-los em conjunto. A partir dos dados obtidos nesse experimento, assim como em experimentos paralelos, os alunos aprendem a utilizar ferramentas de informática (Microsoft Office) para organizar e analisar seus dados, construindo tabelas e gráficos. 

O resultado da pesquisa é apresentado na forma de pôsteres elaborados pelos alunos na Feira de Ciências do Colégio Giordano Bruno.

7º ano - Introdução à Pesquisa Científica e Laboratorial

A disciplina Introdução à Pesquisa Cientifica e Laboratorial procura despertar a curiosidade dos alunos, fazê-los buscar respostas e incentivar o raciocínio crítico. Através da realização de experimentos interessantes e atraentes, os alunos são instigados a elaborar hipóteses e tentar encontrar respostas que os satisfaçam. Desta maneira, serão aos poucos apresentados à complexidade do método científico e sua aplicação em diversas áreas do conhecimento.

O percurso da disciplina durante o ano divide-se em três etapas:

1a Etapa: Experimentação Prática Semanal

Os alunos realizam uma experiência e anotam os resultados, formulando hipóteses sobre o observado. Em casa, o aluno faz uma breve pesquisa para tentar fundamentar sua hipótese, verificando se a mesma foi refutada (rejeitada) ou corroborada (aceita). Na aula seguinte, há uma discussão sobre o que foi pesquisado, na qual os alunos procuram encontrar a melhor explicação para o experimento.

2a Etapa: Experimentação Prática de Pequena Duração

Nesta etapa há a realização de experiências em grupos que duram, em média, duas semanas. Há a formulação de hipóteses e o registro dos resultados. O grupo então prepara um cartaz em cartolina para expor os dados levantados e o trabalho é avaliado por meio de apresentação oral.

3a. Etapa: Experimentação Prática de Longa Duração

Os alunos são divididos em duplas ou trios e há a realização de outras experiências (estas com duração média de um mês). As hipóteses são novamente formuladas e o registro dos dados é constante, sendo muito importante para posterior análise. Após o término do experimento, os alunos aprendem a fazer pôsteres científicos no programa MS PowerPoint, os quais devem conter todas as informações sobre a pesquisa realizada. O trabalho é então avaliado por meio de uma apresentação oral para avaliadores, como ocorre comumente em congressos científicos brasileiros e internacionais.

8º ano - Introdução à Escrita da Divulgação Científica - IEDC

Esse projeto tem por objetivo familiarizar os alunos com trabalhos científicos e suas formas de divulgação. Nos momentos iniciais, os estudantes são apresentados à pesquisas científicas pré-selecionadas pelos professores, a partir da possibilidade de contato com o pesquisador.

    Em seguida, os alunos fazem a eleição e análise rigorosa de uma pesquisa selecionada pelo grupo, para elaborar um roteiro de entrevista com o pesquisador, visando a produção de material de divulgação científica (artigo de divulgação científica e vídeo de divulgação). 

    O próximo passo é encontrar com os pesquisadores para aprofundar o conhecimento sobre o trabalho e o próprio percurso que o pesquisador trilhou para a construção de sua pesquisa, explorando os aspectos relacionados ao problema, as hipóteses, as metodologias, a análise dos resultados e a conclusão.

    O processo é finalizado com a elaboração de um artigo de divulgação da pesquisa selecionada, que é lançado em revista no Evento Feira de Ciências e a elaboração de um video que será também apresentado na Feira. 

9º ano - Clube do Conhecimento

O Clube do Conhecimento é um projeto que tem por objetivo específico aprofundar a vivência da observação, registro e contato com o campo e com as ferramentas de pesquisa, como o diário de bordo e as diversas estratégias de análise e coleta de dados.

Desde a eleição de um espaço para a observação semanal sistemática, até ao fechamento do processo de leitura do campo, os alunos são inspirados a abandonar hipóteses prévias, preconceitos e pre-formulações sobre determinada realidade, com o propósito de capacitar sua escuta e leitura do ambiente, abordando questões relacionadas às diversas áreas do reconhecimento, na busca por identificar questões de pesquisa realmente vinculadas a realidade e capazes de produzir um conhecimento original e autoral. 

    Na Feira de Ciências nossos alunos apresentam esse percurso, trazendo para o debate possibilidades de problema de pesquisa, hipóteses e objetivos construídos a partir de um conhecimento aprofundado de determinada realidade. 

1º e 2º anos do Ensino Médio - Projeto Feira de Ciências

    É no Ensino Médio que nossos alunos, tendo vivenciado ao longo do Ensino Fundamental 2 o aprofundamento em cada etapa da construção do pensamento científico, podem eleger um recorte e conduzir a produção de uma pesquisa científica que atenda a todas as etapas, desde a elaboração de um problema, até a produção de um artigo científico.

   O trabalho, realizado em trios ou duplas, é apresentado em uma banca de defesa no evento de setembro, contando com avaliadores especialistas e ex-alunos nas bancas, como normalmente ocorre em defesas de trabalhos de pós-graduação.

Com esse trajeto, nossos alunos, para além de aprofundarem seu conhecimento sobre a linguagem científica, aprofundam seu conhecimento sobre as diversas áreas possíveis de atuação na academia e passam a compreender o ensino superior como uma etapa fundamental de formação.

Currículo de Feira de Ciências

 

As disciplinas de Feira de Ciências se iniciam ainda no Fundamental I e se desdobram por toda a vida escolar de nossos estudantes. O currículo permite, portanto, que nossos alunos apaixonem-se pelo universo científico e consolidem ferramentas basilares para suas jornadas acadêmicas.

 

O aluno do Giordano Bruno encerra  o ciclo escolar preparado para os desafios da universidade, encontrando muita facilidade para se engajar em projetos de iniciação científica e grupos de estudo em grandes centros de pesquisa, pois foi preparado para dominar o discurso científico, escrever um projeto de pesquisa, um artigo acadêmico dentre outras habilidades.

 

Introdução à Pesquisa Científica – IPC – 6º ano do EF2

Introdução à Pesquisa Científica e Laboratorial – IPCL – 7º ano do EF2

Introdução à Escrita e Divulgação Científica – IEDC – 8º ano do EF2

Clube do Conhecimento – CC – 9º ano do EF2

MTC – Metodologia do Trabalho Científico – Disciplina da Grade do 1º EM

Projeto de Pesquisa – 1º e 2º anos do EM 

Feiras afiliadas 2017:

 

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